PROFATOS/NONATO NUNES/Além dos Fatos.




Escrito por NONATO NUNES às 17h51
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CAPA DE AFINAL



Escrito por NONATO NUNES às 07h18
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MEMÓRIAS DE FOGO: ASSIS LEMOS AS LIGAS CAMPONESAS

DOCUMENTÁRIO DESCREVE A TRAJETÓRIA POLÍTICA DO EX-DEPUTADO ASSIS LEMOS



Escrito por NONATO NUNES às 07h11
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CAPA DA REVISTA AFINAL

Quem é a garotinha da capa?

Na próxima edição a revista AFINAL vai desvendar a identidade da menininha que aparece na foto se recusando a apertar a mão do então presidente João Batista Figueiredo, o último dos generais a governar o Brasil após o golpe militar de março de 1964. Vale salientar que a capa atraiu a atenção de muita gente e a editoria foi instada a buscar informações sobre a identidade da menina. A investigação resultou numa ampla reportagem que será publicada na edição nº 5.

AFINAL também explorará temas nas áreas de cultura, história, educação, religião etc.

É aguardar.



Escrito por NONATO NUNES às 20h20
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A CULTURA DE NABUCODONOSOR

NABUCODONOSOR: REI DA BABILÔNIA

TEXTO DO PROFESSOR FRANCISCO BRITO

A cultura de Nabucodonosor

“Falou o rei, dizendo: Não é esta a grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com a força do meu poder, e para glória da minha magnificência?”
(Daniel: 4:30)

A relação entre seres humanos passa pelo poder de quem manda, e de quem obedece. Só há poder, portanto, quando há quem o detenha, posto que só se dá ordem porque há quem obedece.

Em visão aberta ao mundo, e ao tempo – no meio animal –, há pelo menos um ser que manda, e outros que a este se submete. Seja o leão, seja o macaco, seja o cão doméstico ou selvagem, um domina os demais. Quanto aos seres humanos, em espécie, não há muito que o diferenciar das demais criaturas: um ou alguns mandam, a esmagadora maioria o (s) seguem em estrita obediência.
A história é cúmplice de um fato: organizaram-se os seres humanos em pequenos grupos familiares, e o paterfamília ditava a regra. Depois vieram grupos familiares, e pelo menos um grupo passou a dominar sobre os demais, chefiava um único ser humano a todos, em espécie um homem!
Outrora dominavam os seres humanos regiões, pondo limites aos seus domínios até onde a vista alcançasse. Não tardou o homem achar que poderia dominar o mundo, no sentido estrito: até onde se conhecia. Avançou nos derredores da terra como pode, construindo fortalezas, edificando exércitos, se empoderando de armamentos sofisticados: o mundo era do vencedor! 
As construções se erguiam, fortalezas se estabeleciam, as catapultas intimidavam, exércitos treinados para a guerra avançavam, pondo medo nos sobreviventes: impunha-se o poder pela força brutal! Aos vencedores eram lhes dados toda glória, aos perdedores servidão. Crescia no ser humano o sentimento totipotente!

Nabucodonosor, empoderado, ergueu seus olhos ao longo de Babilônia, cidade fortaleza, construída as expensas de vidas ceifadas, olhando seu único horizonte contemplou-a como fruto do seu poder. Disposto a ignorar o Poder que emana de Deus Criador, fonte única de Poder concedido, Nabucodonosor revigora seu fôlego certo de que o poder que detinha urgia de, para e em razão de si próprio. Daí a loucura do rei diante do Rei Único Soberano. Nasce para a humanidade a Cultura de Nabucodonosor:a arrogância e o orgulho!

Não fosse expressões hodiernas tais como “manda quem pode, obedece quem tem juízo”, “o poder que não pode não é poder”, passaria no vazio o sentido do poder como cultura na humanidade. Daí, “o homem não chora, porque homem não chora”, ou ainda “o homem manda, a mulher obedece”, nasce, cresce, robustece, enraíza-se, enfim, a cultura de Nabucodonosor em meio à terra dos mandatários: a prepotência e a soberba!

Não é à toa que há homens que creditam a si poderes, cobiçando riquezas alheias, devorando a superfície, as entranhas, e os ares do planeta terra, mercê de chamar para si a força do seu poder, para a glória de sua magnificência, conclamando ser o vencedor: seja nas armas, seja na língua universal, seja na moeda, seja no agir dos povos!

Consumando-se na humanidade, posto que eis firmada a Cultura de Nabucodonosor: a arrogância, o orgulho, a prepotência, e a soberba!

Não há meras semelhanças com nabucodonosores hodiernos e os totipotentes seres humanos do passado, destarte, cairão como caiu prostrado à insignificância Nabucodonosor, Rei de Babilônia!

João Pessoa, 21 de junho de 2006.

 

 

 




Escrito por NONATO NUNES às 09h30
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"JOÃO PEDRO TEIXEIRA" EM ITABAIANA

PREFEITO ANTÔNIO CARLOS: UM HUMANISTA

Livro sobre João Pedro será lançado em Itabaiana

O meu primeiro contato com o prefeito de Itabaiana, Antônio Carlos, me fez acreditar que nem tudo está perdido neste país. A ele fui encaminhado pelo escritor e ex-deputado Agassiz Almeida para acertarmos a data para o lançamento, naquela cidade, do livro “João Pedro Teixeira – Um mártir do latifúndio” (dia 27 de setembro de 2013, sexta-feira, às 20h). Imaginei que se tratasse de um dirigente como a maioria que se nos apresentam: frios carreiristas políticos completamente desprovidos de cultura, e, sobretudo, alheios ao sofrimento humano. Mas não... O que vi foi um cidadão diferenciado... Um humanista acima de tudo. E o que é mais salutar: sensível à preservação da memória de um evento que é parte importante da história da Paraíba, do Nordeste e do Brasil.

Imaginei, isto sim, que ia ter pela frente apenas mais um “homem das cavernas” que ainda estava em processo de aprendizagem sobre o modo como lidar com o fogo. Mas o senhor Antônio Carlos não apenas foi receptivo à ideia do lançamento do livro no município do qual é dirigente, como também se dispões a fazer a apresentação do trabalho no dia do evento. De imediato contatou o secretário de Cultura do município, Luciano Marinho, para acertarmos a data do lançamento. Marinho, também receptivo à ideia, logo fez as anotações pertinentes e se comprometeu a providenciar o local onde se fará o lançamento, confeccionar os convites e manter os contatos necessários. Ambos me deixaram a certeza de que estávamos lidando com pessoas de um nível intelectual apurado, e, sobretudo, balizadores de ideais enaltecedores da conduta humana.

Itabaiana, à época das ligas camponesas, foi um dos centros irradiadores da luta dos trabalhadores rurais numa fase crucial da história brasileira. Foi um dos municípios onde as ligas camponesas saíram-se vitoriosas no pleito municipal de 1962, a exemplo de Santa Rita, Rio Tinto e Cruz do Espírito Santo. As ligas tiveram ainda importante participação na eleição de Domingos Mendonça Neto para a prefeitura de João Pessoa. A vitória foi contra Robson Espínola, candidato do governador Pedro Gondim.

Desta forma, agradeço a receptividade e a disponibilidade do prefeito Antônio Carlos, de Itabaiana, de fazer o lançamento do livro sobre a vida de João Pedro Teixeira no município do qual é gestor.

 

Um abraço e até a próxima.

 

 

 

 



Escrito por NONATO NUNES às 19h32
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AOS JOVENS REBELDES QUE ACORDARAM O BRASIL

MANIFESTAÇÕES NO BRASIL: A "REVOLUÇÃO DOS CENTAVOS" SACUDIU O BRASIL

TEXTO DO ESCRITOR E EX-DEPUTADO AGASSIZ ALMEIDA

Aos jovens rebeldes que acordaram o Brasil

Estão redivivas nos milhões de jovens rebeldes de hoje as gerações de 60 e 70 do século passado, que se levantam e protestam pelas avenidas e recantos deste país e bradam bem alto, num grito que ecoa pelo mundo: Acorda Brasil.

Por que redivivas, hão de perguntar? Nos longínquos anos de meio século atrás, a nossa geração abraçou a luta pelas reformas estruturais. Em abril de 1964, a hidra militarista nos derrotou, impondo uma tirania de 21 anos de ditadura, com cassações, prisões, torturas e desaparecimento de mortos. E hoje, a história, esta força motriz da humanidade, traz às ruas e praças públicas do Brasil, oprimido por mentiras e corrupções, esta juventude rebelde com a qual comungamos.

Triste do jovem que não sabe olhar o futuro, já nasceu envelhecido.

Cabe às novas gerações abraçar as ideias reformistas com ousadia, mesmo que para tanto enfrente todos os desafios. O mais grave é a cumplicidade silenciosa com o passado. Um jovem descrente de si vai formar o enorme rebanho dos que não olham o porvir.

De jovens apáticos formam-se os contingentes dos indecisos e de tipos sem energia, condenados a mendigar migalhas nas antecâmaras do poder. Só aqueles que povoaram de ideais a sua juventude podem esperar a vida com força revitalizadora. Os jovens que não sabem olhar o porvir são pobres lacaios de uma sociedade viciada e de um passado funesto. Vacilar no meio do caminho é assassinar o próprio futuro.

A ditadura militar arrancou 21 anos de seivas vivas da nossa geração, atualmente retemperadas em milhões de jovens que sacodem o país com este brado retumbante: Acorda Brasil!

Que grande ideal esta juventude está vivendo! Mudar os rumos do país atolado em graves injustiças sociais, enquanto estádios de futebol faraônicos e edifícios babilônicos dos poderes são construídos e ostentados com o dinheiro público, sem nenhuma transparência ou satisfação ao povo.

Basta de cinismo, corrupção e deboche!

A nação, com os seus 200 milhões de viventes, cansou e grita bem alto a uma elite egoísta: Acorda Brasil!

Na energia da mocidade que se espalha pelas ruas do país, ela marca uma nova página na história, jogando para trás cumplicidades e vícios.

Os jovens indignados de hoje devem ser os verdadeiros atores neste cenário em que se visa construir um novo Brasil. Nesta tarefa reformadora tergiversar ante as armadilhas do poder, que jogueteia com falso e dispendioso plebiscito, é lançar no descrédito todo o patrimônio de esperança do povo brasileiro.

Esta nova geração não aceita compactuar com aqueles que impingiram graves injustiças sociais ao nosso povo, do político corrupto e cínico ao magistrado indolente embalado nos seus edifícios suntuosos.

A que grande engodo assistimos!

O Brasil, um dos países mais ricos do mundo, constrói estádios de futebol monumentais; contrastantemente, a maioria do seu povo queda-se entre os mais retardatários do planeta em educação, tecnologia e saúde.

Dane-se com a 6ª economia do mundo e o mar de lama desta babilônica copa do mundo.

É na rebeldia da juventude que a humanidade se renova.

Os indignados em todos os tempos realizaram obra fecunda e criadora, enquanto os domesticados e passivos engrossam o exército dos que nada renovam. Oh, jovens rebeldes, não os escutem, e, se necessário, os atropelem. Quem caminha abraçado a grandes causas não deve olhar o passado e nem ouvir os latidos dos vencidos pela história.

Gritam por aí, em TVs e internet, contra a violência de grupos nas patrióticas marchas por todos os recantos do país.
Que violência é esta? Quebrar vidraças de bancos e de sede de poderes empanturrados de corrupção.

Onde se encontra a verdadeira violência?

Nos milhões de brasileiros desamparados de saúde que perambulam pelos hospitais mendigando assistência médica.
Nos milhões de crianças que se quedam no submundo da educação pública condenadas à ignorância.

Num sistema tributário em que o consumidor e o assalariado carregam todo o peso da receita do país, enquanto os marajás de enormes lucros, banqueiros e empresários, trafegam imunes aos impostos, amparados em todo tipo de armadilhas, supostamente legais.  E, pior ainda, eles gritam cinicamente: que enorme carga tributária nós suportamos.

Num sistema rodoviário de milhares de quilômetros em que se arranca do povo brasileiro mais de 150 bilhões de reais anualmente para construir e reparar estradas em benefício de empresas de cargas e de transporte, que não arcam com nenhum ônus.

Num modelo de reforma agrária elitista através do qual os recursos financeiros são destinados a pagar aos latifundiários a compra de suas terras improdutivas. No Brasil, o que se vê é negócio agrário e não reforma agrária.

O Brasil ocupa a 6° economia do mundo, contrastantemente, mais de 100 milhões de brasileiros são condenados a verdadeiros párias.
A que grande deboche assistimos!

Agassiz Almeida 

é escritor, ex-deputado federal constituinte, ativista dos direitos humanos. Em 1964, teve cassado o seu mandato de deputado pelo Golpe Militar por defender reformas de base para o país. É autor de consagradas obras sobre o elitismo e o militarismo. Recentemente, lançou o livro O fenômeno humano. Reais objetivos da viagem de Charles Darwin no HMS – Beagle, considerado pela crítica como uma desafiadora afronta a um mito universal.

 

 

 



Escrito por NONATO NUNES às 21h07
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OS CARTUNS DE JAILSON BARROS

OS CARTUNS DE JAÍLSON BARROS: TRAÇOS INCONFUNDÍVEIS

Os cartuns de Jailson Barros

Dia 18 de julho próximo a Livraria do Luiz (Galeria Augusto dos Anjos, Praça 1817, centro, João Pessoa) recebe os convidados para o lançamento do livro “Eu e outros personagens”, do cartunista paraibano Jailson Barros. O trabalho não apenas revela um artista de traço perfeito e com características bem particulares, mas também um inato contador de história. Em cada quadrinho o artista busca a conexão com o leitor por meio de uma história consistente, e, sobretudo, didática. A ideia de Jailson é chegar à inteligibilidade do leitor por meio de textos inseridos nos tradicionais “balõezinhos”, aqueles que, nos gibis de outrora, remetiam à fala dos personagens e davam vida aos diálogos.

A capa do trabalho já revela a singularidade do artista no uso de uma linguagem que busca a capacidade de interpretação do leitor, pois nela não aparecem palavras, mas símbolos gráficos que indicam pensamentos subjetivos, sem ideias claras de intenções ou práticas. O ponto de  interrogação indica dúvidas as quais, para o leitor, situa-se apenas no campo da especulação, pois nada está explícito. Já o ponto de exclamação indica uma resposta a uma interrogação acerca de um tema o qual o leitor só poderá obter a resposta quando inicia a sua “viagem” pelo interior do livro.

Ao fazer uso de uma subjetividade a qual mexe com a capacidade de interpretação do leitor, Jailson Barros se impõe não apenas como cartunista, mas também como um artista que busca sua completude em áreas distintas da racionalidade humana. E isso ele deixa bem claro com a sua obra que será lançada na Livraria do Luiz, um ambiente mais do que adequado para o evento. Barros se configura, com o seu trabalho, num artista versátil o qual busca apenas sua afirmação, como tal, num cenário de dificuldades as mais diversas. Mas um artista de verdade se impõe pela arte que pratica, sem se deixar abater pelas intempéries que são próprias do segmento artístico, ainda mais numa parte do país onde o homem de arte e de letras precisa se dividir em mil para reunir as mínimas condições de sobrevivência.

Em meio a todo esse cenário teremos, no dia 18 de julho, a apresentação de mais um trabalho de um artista que merece esse qualificativo pelo nível do ofício que exerce diuturnamente sem se deixar abater pelos empecilhos.

É no dia 18 de julho próximo.

 

 

Um abraço e até a próxima.



Escrito por NONATO NUNES às 10h39
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RAFAEL DE CARVALHO: UM CAIÇARENSE EM SARAMANDAIA

ABERTURA ORIGINAL DE SARAMANDAIA (1976): OBRA-PRIMA

Rafael de Carvalho: um caiçarense em Saramandaia

TEXTO DO PROFESSOR JOCELINO (CAIÇARA,PB)

Muitos dos que estão assistindo ao remake da novela Saramandaia, da Rede Globo, não imagina que um paraibano, da cidade de Caiçara, foi um dos destaques da versão de 1976. Rafael de Carvalho(1918-1981), interpretou o “Seu Cazuza”, o farmacêutico que literalmente botava o coração pela boca. Na versão atual o papel ficou para o ator  Marcos Palmeira.

Além do remake da novela, Rafael também está em evidência por outros dois motivos: a cantora paulista Bia Goes regravou duas músicas suas, sendo uma delas a música de destaque do seu trabalho atual; e estudantes caiçarenses do curso de Letras da UEPb estão digitando seus cordéis e livros de poesia. Esse projeto visa a edição de uma antologia que será lançada em breve e terá como título “A Poesia de Rafael de Carvalho”. A iniciativa está sendo coordenada pelo Grupo Atitude que desenvolve voluntariamente projetos educacionais em Caiçara e tem como presidente Jocelino Tomaz de Lima.

Manoel Rafael de Carvalho(1918-1981) atuou em 5 novelas, entre elas, além de Saramandaia, O Bem Amado e Gabriela; 33 filmes, entre eles Macunaíma, O Trapalhão na Ilha do Tesouro, Terra em Transe, O Homem que virou suco, Eles não usam Black-tie, O Homem Nú e Fogo Morto; escreveu cerca de 20 cordéis; 3 livros, entre eles “O Boi da Paraíba”, um interessante registro do nosso folclore; lançou 7 discos; produziu 6 peças teatrais; participou de vários programas de TV, inclusive Chico City, com Chico Anísio; Foi também militante cultural e político.

É notável versatilidade de Rafael de Carvalho. Dificilmente outro artista paraibano terá se destacado em tantos campos da cultura. No entanto, a vida e a obra do o ator ainda são pouco conhecidas e divulgadas atualmente. Desde 2010 o Prof. Jocelino, vem promovendo esse resgate e tentando corrigir essa injustiça. Qualquer informação ou material sobre o ator entrar em contato pelo e-mail profjocelino@caicarapb.com

Observação:

o professor Jocelino coordena, em Caiçara (PB), diversos projetos de revitalização da memória da cidade nas áreas de educação e cultura. É um dos maiores admiradores da obra de Rafael de Carvalho, a qual procura preservar, buscando reunir documentos e artefatos que possam compor o acervo memorialístico do artista.

 

 



Escrito por NONATO NUNES às 07h48
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DANDO OS ANÉIS PARA PRESERVAR OS DEDOS

GUIDO MANTEGA: ESTENDENDO OS SACRIFÍCIOS

Dando os anéis para não perder os dedos

A classe política brasileira represou, por décadas, as grandes transformações que a sociedade sempre exigiu. Como as mudanças exigidas reduziam privilégios e davam mais liberdade de escolha ao cidadão, a classe política cuidou de fazer “ouvidos de mercador” para os clamores e súplicas que estavam latentes. Pontos básicos, como o fim do voto obrigatório, a introdução do voto distrital, o fim da imunidade parlamentar e a permissão para candidaturas avulsas (sem filiação partidária) são algumas das mudanças que nos últimos anos vinham sendo debatidas pela sociedade, mas de maneira tímida. Agora, como conseguiram “torrar” a paciência do cidadão, todas as “comportas” foram abertas.

E com a abertura das comportas, tudo foi liberado com muita velocidade. A pressa nas mudanças, impulsionadas pelo medo, pode ter repercussões futuras muito mais graves do que as que estão ocorrendo no momento. A questão é que o Estado brasileiro está sendo forçado a tomar decisões que, em condições políticas normais, teriam de ser medidas, ponderadas e exaustivamente discutidas.  Por exemplo, as tais desonerações fiscais vão, fatalmente, abrir rombos financeiros nas contas do governo. Claro que o dinheiro desses impostos era destinado ao pagamento de certas obrigações da União, e a pergunta é: de onde virão os recursos para cobrir tais obrigações? Essa é apenas uma das questões que estão em aberto. Ao assumir certos compromissos de emergência o governo se expôs a inúmeros riscos, dentre os quais o de ter de demitir funcionários para “enxugar” a folha de pagamento. A extinção de ministérios também pode vir no bojo das medidas que poderão ser aplicadas como consequência. E a perspectiva de apocalipse não para por aí.

No Brasil da “revolução dos centavos” a classe política, que após os últimos acontecimentos passou a ter insônia, agora se abre a mudanças que jamais pensou em implementar. Com o fim do entorpecimento popular, a classe dos privilegiados (A e B) agora vê que uma nova queda da Bastilha pode ocorrer. Como bem disse o economista e professor da USP, Márcio Nakane, “As desonerações só vão empurrar para a frente o problema”. O que o governo vem fazendo, no caso específico das desonerações, é ministrar um placebo com o qual espera gerar um efeito psicológico atenuante no mal que acomete o paciente. As desonerações, feitas de afogadilhos para atender uma situação de emergência, se assemelham a um anestésico ministrado para aplacar uma dor momentânea. E quando cessarem os seus efeitos...

Essa turma parece estar brincando com duas coisas fundamentais  para a normalidade social do país: uma está relacionada às decisões administrativas; a outra é quanto ao respeito aos reclamos populares.

 

 

Um abraço e até a próxima.  



Escrito por NONATO NUNES às 10h01
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PARA O POLÍTICO ENTENDER O QUE O POVO QUER

GRÁVIDA SOFRE NO MEIO DA RUA: QUE PAÍS É ESTE?

TEXTO ESCRITO PELO ADVOGADO JÚLIO MARQUES NETO

Para o político entender o que o povo quer

Em minha opinião, a classe política brasileira, com algumas exceções, parece cachorro doido, que fica rodando em círculos e mordendo o próprio rabo. Ora, vir a público, se fazer de desentendidos e falar em constituinte, plebiscito, pactos. Isso é querer empurrar com a barriga.

A Constituição de 1988, em seu artigo 37, comanda os princípios da legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade, e eficiência. As leis são boas, o que falta é cumpri-las.

A lei não admite corrupção, no entanto é só o que se vê; a lei determina que as licitações sejam limpas honestas e as obras e serviços públicos sejam realizados por um valor justo, conforme os preços do mercado. No entanto, o que se vê são obras superfaturadas, hospitais, empresas públicas, mal administradas; estradas esburacadas, ônibus, metrôs e aeroportos superlotados etc.

A lei também determina que se guarde o decoro no serviço público, de qualquer natureza e, não se dê posse e se já tiver tomado posse, que vá pro olho da rua, quem não tiver honradez.

Se quiserem saber por onde começar, comecem pelo Congresso Nacional. Ponham os corruptos e roedores de carteirinha na cadeia.

Importar médicos é falácia. Ora, o que se vê diariamente na mídia, é o povo em longas filas de espera, às vezes, para marcar uma simples consulta, leva-se seis meses ou mais. Os hospitais, sem leitos, sem equipamentos ou com equipamentos quebrados; faltam médicos, enfermeiros, prestadores de serviços; remédios, material de esterilização, e por aí vai...

Outra coisa, como esses médicos estrangeiros vão poder atender, se nem falam português e o povo também não vai entender a sua língua? Vamos acabar com a brincadeira, o povo quer é solução; chega de promessas... Querem importar alguma coisa, que importem políticos da Suíça e da Nova Zelândia.

Quanto à copa, o ideal é que não seja realizada. Por sinal, vai aqui uma sugestão de se aproveitar os estádios, de forma lucrativa e com certeza, receberia os aplausos do povo brasileiro: Transformá-los em PRESÍDIOS PARA CORRUPTOS.

Quanto à segurança, não há necessidade de mudar o Código Penal. Alterem o Código de Processo Penal, que impede que se interprete o silêncio, do acusado, perante o juiz, em sua desvantagem. O que não cabe na cabeça de ninguém, é o indivíduo ser acusado de algo e não se defender. Ah, mas ninguém está obrigado a fazer prova contra si. Muito bem, então minta. O que não pode é ficar calado.

Já a Lei de Execução Penal, alterem os artigos que concedem progressão de pena, majorando o cumprimento mínimo de dois terços das penas, para se obter a progressão, pois a lerdeza do judiciário fará o resto.

Quanto aos menores, reduzam a idade penal, mas, também, cumpram os seis primeiros artigos do Estatuto da Criança e do Adolescente, que com certeza, em pouquíssimo tempo sentiríamos os seus efeitos.

Outra coisa: deixa o Ministério Público trabalhar e paguem a Polícia com salários no mesmo patamar. Todo mundo é digno e imprescindível para uma boa justiça.

Em resumo, o POVO, não quer promessa, não quer briga, não quer fila, não quer corrupção, não quer FIFA. CHEGA DE CIRCO.

 



Escrito por NONATO NUNES às 10h45
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REDES SOCIAIS ROMPEM O PACTO COMUNICATIVO

TRECHO DE "MUITO ALÉM DO CIDADÃO KANE": MANIPULAÇÕES

Redes sociais rompem o pacto comunicativo

A palavra pacto está para os agrupamentos humanos assim como o oxigênio está para a vida na terra. As sociedades se sustentam graças ao estabelecimento de certas regras as quais têm por objetivo primordial a funcionalidade do conjunto societário em bases harmônicas visando ao bem-estar comum. Mas em alguns casos ocorre o rompimento por razões as mais diversas. Em 1776, nos Estados Unidos, houve a ruptura do pacto colonial quando as forças nativas se voltaram contra o poder da metrópole. Em 1789, na França, ocorreu o rompimento do pacto social, e todo um país se voltou contra as instituições que, por séculos, subestimaram a capacidade de reação do povo oprimido. No México, em 1910, a ruptura desse pacto teve por causa um conjunto de fatores bastante difusos: opressão, repressão e injustiça social. Depois vieram Guatemala, Cuba. Nicarágua e El Salvador.

No Brasil, vimos, nos últimos dias, o rompimento de um pacto que diríamos tácito entre os meios de comunicação de massa e o cidadão. Essa ruptura se fez, notadamente, nas relações entre o telespectador e as grandes redes de televisão do país. Como o processo se deu de maneira bastante veloz, seu impacto só fora percebido por poucos observadores. Mas o fato é que as redes sociais funcionaram como um meio pelo qual a mensagem se difundiu com uma velocidade espantosa e jamais vista. Ligando elos de uma cadeia comunicativa permanentemente interligada, as redes sociais tornaram o receptor completamente independente quanto à informação. Antes essa mesma informação era elaborada em salas fechadas, climatizadas e trabalhadas no sentido de atender a interesses empresariais e/ou a agentes ideológicos os quais podiam manipular a informação e divulgá-la com conteúdo viciado. Na outra ponta dessa cadeia estava o telespectador (no caso da televisão). Este recebia a informação e não tinha como checar sua veracidade, pois não havia interatividade entre o emissor e o receptor.

As redes sociais, desta forma, não apenas democratizaram os meios de comunicação como puseram em xeque o verdadeiro papel dos meios de comunicação de massa, os únicos com os quais o cidadão pôde contar até hoje. Essa ruptura surge agora e se configura como a última fronteira entre os meios de comunicação de massa e o cidadão, ávido por informações com credibilidade e independente dos “laboratórios de manipulação”. As grandes redes de televisão, que por anos a fio estabeleceram os seus próprios critérios de informação, agora se veem diante de uma espécie de ameaça real contra o seu reinado, que, no Brasil, começou em 1950 com o paraibano Assis Chateaubriand.

O impacto dessa revolução ainda não foi absorvido por completo pela população brasileira. No momento atual o que se nota é uma espécie de atordoamento por parte da população e até mesmo pelos próprios manifestantes. Mas o processo é contínuo e sequenciado. Logo estará completamente absorvido pela sociedade brasileira e já não mais será uma novidade. Mas o recado foi dado a todos, e no caso específico dos meios de comunicação, as grandes redes de televisão do país terão de se adaptar a essa nova realidade que teve início com um simples clique e ganhou as ruas. Com as redes sociais o cidadão é o “dono do seu próprio nariz”.

Agora é aguardar a sequência dos fatos.

 

 

Um abraço e até a próxima.



Escrito por NONATO NUNES às 13h09
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DD BERÇO ESPLÊNDIDO AO ACORDA BRASIL

MANIFESTAÇÃO PÔE O PATRIOTISMO CONTRA A CORRUPÇÃO

 

TEXTO DO PROFESSOR FRANCISCO BRITO

Do berço esplêndido ao acorda Brasil

Em dias atuais, diante das ruas do Brasil, “ouviram”, filmaram, gravaram, registraram nos anais da história e, viram de todos os recantos desse imenso país continental, “o brado retumbante de um povo heróico”, que nesse instante e ao  “sol da liberdade, em raios fúlgidos, brilhou no céu da pátria”. Quanto ideais de liberdade, de fraternidade, de honra e glória, que, em sentido literal: “Se o penhor dessa igualdade conseguimos”, e, conseguiremos, “conquistar com braço forte”; que “em teu seio, ó liberdade, desafia o nosso peito a própria morte!”.

Não importando quem são nossos inimigos e o tamanho da força que têm, tu és Brasil, “Ó Pátria amada, Idolatrada, Salve! Salve!”

Brasil, hoje não mais vivemos de “um sonho intenso, um raio vívido, de amor e de esperança à terra desce, se em teu formoso céu, risonho e límpido, a imagem do Cruzeiro resplandece”; mas sim em virtude e diante da realidade cruel com que enfrentamos as desigualdades sociais, o império da corrupção e os desmantelos  dos gestores desta Nação. Enfim, acordamos para mudanças radicais que invocam a sociedade brasileira.

Pois, tu Brasil, reconhecemos, és “Gigante pela própria natureza, és belo, és forte, impávido colosso, e o teu futuro espelha essa grandeza”.

Porque tu, nosso País, és Modelo de Democracia para o Mundo, posto que também és “Terra adorada, entre outras mil, és tu, Brasil, ó Pátria amada!”

Não sendo à toa compreender-te que “dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil!” e que agora, como nunca, não fiquemos, ó Brasil “deitado eternamente em berço esplêndido, ao som do mar e à luz do céu profundo”, porque tu  “fulguras, ó Brasil, florão da América, iluminado ao sol do Novo Mundo!”, sendo, pois, exemplo para todas as Nações e Povos da Terra. Não é digno que tua grandeza permaneça adormecida, contemplando inerte às demandas sociais, pois enquanto escutas as ondas do mar o povo clama por justiça, por saúde, educação, trabalho e um futuro que orgulhem os nossos descendentes e futuras gerações.

Não sejamos hipócritas em acreditar que o Brasil alberga uma condição ímpar e privilegiada no planeta terra e de “que a terra, mais garrida, teus risonhos, lindos campos têm mais flores”;  e de que os "nossos bosques têm mais vida" e de que "nossa vida" no teu seio "mais amores", isso é apenas utopia, uma vez que não temos resguardado nossas florestas de biopiratas, de destruidores do meio ambiente, de nossa fauna e flora, infames exploradores comerciais de madeiras, de forma inescrupulosa e sem medidas.

 Brasil, pensamos, ainda, que “de amor eterno seja símbolo” e, que “o lábaro que ostentas estrelado” é passível de dizer: “e diga o verde-louro dessa flâmula – "Paz no futuro e glória no passado". “Mas, se ergues da justiça a clava forte, verás que um filho teu não foge à luta, nem teme, quem te adora, a própria morte”, porque tu és “Terra adorada, entre outra mil, és tu, Brasil, ó Pátria amada! Dos filhos deste solo és mãe gentil, Pátria amada, Brasil!”.

 

 

 



Escrito por NONATO NUNES às 12h35
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A VIOLÊNCIA PRESENTE NAS RUAS

A violência presente nas ruas

TEXTO DO ADVOGADO JÚLIO MARQUES NETO

 

Inicialmente é bom que fique claro, que ninguém de sã consciência aprove o vandalismo que se tem mostrado nas manifestações de rua, país afora.

No entanto, é necessário que se faça uma releitura de sua realidade presente.

A violência que se viu, até agora, impossível seria a sua ausência, nas ruas. Afinal, aqui não é a Suíça, estamos no Brasil. Quem lê ou assiste os noticiários diariamente, não tem do que se indignar. O povo brasileiro, como nunca, antes, nesse país, já vive atônito, impotente, com medo da violência.

A diferença do que vimos na imprensa é que nas manifestações, ela estava concentrada.  Por que tanta surpresa, de nossas insensíveis autoridades. Eles não assistem ou lêem os jornais, não ouvem a voz das ruas? Claro, que a resposta é não. É muito cinismo.

Aliás, seria bom, que alguém, mostrasse a estatística dos assaltos, furtos, arrastões etc., presentes do dia a dia normal dos brasileiros, e ver se aumentou ou não. Repito, para que ninguém esqueça. Sou contra todo tipo de vandalismo, inclusive, dos políticos, que maquiam os custos das obras e serviços públicos.

Será que só agora eles viram a violência das ruas? Com certeza que não! O que esses políticos de todas as raças e credos esperavam ver? Quando um cidadão tem sua casa, seu carro, seu estabelecimento empresarial, sua propriedade produtiva invadida e depredada, seus filhos e filhas estuprados etc., é menos gravoso?

É bom que se diga que depredar o patrimônio público, não é só queimar ou jogar uma pedra, é também roubar o dinheiro da educação, da saúde, da segurança, é pagar altos salários a uns poucos privilegiados do serviço público, enquanto outros, tantos da população ganham miséria, inclusive o policial que está na rua arriscando suas vidas.

O que se viu, foi o governador e o prefeito de São Paulo, e outros Brasil afora, ao anunciarem a miséria da redução de vinte centavos, alegarem que vão reduzir investimentos. Caras de Pau! Por que não cortam a corrupção e a festança que fazem com o dinheiro Público?

A única explicação para essa indignação toda, além do cinismo, é o medo de que seus seguranças não consigam estancar a violência de uma mínima representação de vândalos, em seus palácios públicos. Porque o povo já vive essa violência há muito tempo.

Por fim, cadê as ‘lideranças’ políticas deste país? Por que não mostraram a cara? Talvez seja porque estão vendo que o discurso da mentira não vale mais e outra coisa, não sabem fazer. O problema agora é como parar. O povo não aguenta mais!

 

 

 



Escrito por NONATO NUNES às 08h40
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A FÚRIA DE UM POVO INFELIZ

REVOLUÇÃO FRANCESA: MODELO PARA TODAS AS DEMAIS

A fúria de um povo infeliz

Embora eu seja um defensor intransigente dos meios pacíficos para a resolução das questões sociais, reconheço que a fúria das revoluções nada mais é do que o resultado prático daquilo que está latente nas entranhas de um povo. A classe dominante (rica, letrada e ostentadora), uma ave de rapina que se impõe pela astúcia, é a grande responsável pelas sangrentas revoltas registradas nas páginas da História. A estratégia dessa classe consiste em se apossar dos cargos públicos (seja pelo voto popular ou por nomeação) para, a partir daí, construir patrimônios familiares só comparados aos dos grandes magnatas. Do outro lado do fosso está uma população de famintos. E é sobre esses miseráveis que recai a conta da ostentação dos abastados habituados a transformarem verba pública em dinheiro privado.

Pois bem. Foi um quadro parecido com o descrito acima que fermentou o mais conhecido de todos os movimentos sociais. No caldo de cultura em que foi engendrado podiam ser encontrados um rei vacilante, uma rainha debochada, um clero insensível, uma nobreza decadente e um Terceiro Estado tendente às vias de fato. Para completar esse quadro, faltava trigo. O pão era a base da alimentação da França pré-revolucionária, e a falta desse artigo já começava a incomodar os súditos. A situação se agravara tanto que um pãozinho custava o equivalente a todo um mês de salário. Quando chegou ao limite de sua insatisfação, a população deu início a uma revolta. Lojas foram saqueadas, armazéns foram roubados, pessoas eram assaltadas e agredidas nas ruas e as famosas peixeiras de Paris, mulheres fortes e muito determinadas, saíram às ruas. Elas destruíam tudo o que encontravam pela frente. A elas se associaram camponeses esfomeados e os “sem culotes”, trabalhadores urbanos, artesãos e pequenos proprietários rurais os quais não usavam o culote, a calça presa pelos joelhos própria da nobreza.

Enquanto Paris era incendiada pelos protestos, em Versalhes, palácio real situado a 20 quilômetros dali, a rainha Maria Antonieta, a austríaca, alheia aos reclamos populares, continuava a sua gastança. A França estava exaurida. Sua economia cambaleava e o povo passava fome. Em meio à fermentação das revoltas, uma figura emergia das sombras. Seu nome: Maximilien Robespierre (1758 – 1794). Esse homem capitaneava todo o sentimento de indignação do povo francês. Os discursos que proferia eram destinados a denunciar a insensibilidade do clero, a impiedade da nobreza e os desmandos da realeza. O certo é que Robespierre pertencia ao partido dos Jacobinos, o mais radical. Havia ainda mais dois: os Girondinos (moderados) e os Cordeliers, este liderado por George Jacques Danton (1759 – 1794). O objetivo desses partidos era a derrubada da monarquia e o fim dos privilégios do clero e da nobreza. Ocorre que após conseguirem os seus objetivos, a Revolução passou a devorar os seus próprios filhos. E todos os principais líderes revolucionários foram mortos pela guilhotina. O jornalista Jean- Paul Marat (1743 – 1793), porém, seria morto a punhaladas pela revolucionária Charlotte Corday (1768 – 1793), revoltada com os rumos que a Revolução havia tomado, o que debitava na conta do radicalismo de Marat.

Do rastro de sangue deixado pela Revolução nem a monarquia escaparia. Luiz 16 e Maria Antonieta também encontrariam a morte pela guilhotina.

A França veria surgir uma nova classe dominante: a burguesia.

 

Portanto, senhores das elites, tomem cuidado. O recado está dado...

 

Um abraço e até a próxima.

 

 



Escrito por NONATO NUNES às 09h32
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