PROFATOS/NONATO NUNES/Além dos Fatos.


O BRASIL DOS UBARANAS

UBARANA: O LUXO NO LIXO

O Brasil dos Ubaranas

A senhora Carla Ubarana (já há quem a tenha batizado de “roubarana”...) me fez lembrar uma velha história contada pelo colunista Tutty Vasquez, do extinto Jornal do Brasil. Costumo repetir essa história por ser a que melhor expressa a “Vocação pra vira-lata” do brasileiro, como bem disse, certa vez, o dramaturgo Nelson Rodrigues. Pois bem. Contou o renomado colunista do JB que uma certa socialite carioca fez um tour pela França. Visitou restaurantes, foi às butiques, passeou pelos jardins de Paris e navegou pelo rio Sena. Mas o que a teria entediado mesmo fora a visita que fizera ao Museu do Louvre. A uma amiga teria comentado que o ambiente (do museu) era “Sem graça e cheio de figuras desconhecidas”. Vasquez não perdeu tempo: “Se ela tivesse um pouco mais de inteligência teria observado que a única desconhecida ali era ela.”

No último dia 13 o programa Fantástico (Rede Globo) me mostrou as duas faces de uma mesma moeda quando o assunto é qualidade de vida e corrupção. No primeiro caso a senhora Dilma Rousseff ocupou os meios de comunicação para anunciar o programa “Brasil Carinhoso”. Por pouco ela não disse que a destinação de R$ 70 reais/mês decretará o fim da miséria para crianças na faixa etária entre 0 e 6 anos. Por outro lado a senhora Carla Ubarana, que assumiu a condição de integrante de uma quadrilha de toga, falava com desenvoltura de como havia gasto parte do dinheiro furtado de precatórios (de R$ 20 milhões). Observe o caro leitornauta que numa ponta estão crianças pobres – muitas das quais não conseguem chegar a um ano de vida; na outra, uma cidadã que se compraz – junto com o marido – com o destino dado a um dinheiro que poderia fazer a diferença entre a vida e a morte dessas mesmas crianças. Mas as palavras da senhora Ubarana revelaram que no Brasil R$ 20 milhões valem menos que os R$ 70 reais que serão destinados à “erradicação total” da miséria entre aquelas pobres criaturinhas. Se não estou enganado a dita Ubarana tratou como “troco” valores que chegavam a cem ou duzentos mil reais. Desse jeito não iremos erradicar a pobreza... mas as crianças!

É perceptível que nos últimos anos acentuou-se, no país, o surgimento de uma classe de gente que tem na miséria alheia a sua maior satisfação. Mas esse sadismo desenfreado vem apresentando sua conta à sociedade brasileira. E essa mesma conta pode estar sendo paga com vidas. Isso se traduz na violência urbana que põe o Brasil na condição de sexto país mais violento do planeta. Essa “revolução dos miseráveis” talvez seja a intrínseca resposta que vem sendo dada a um Estado inócuo e a uma parcela da sociedade brasileira que tem na esperteza, na malandragem, na sabujice, no despudor, no cinismo e na insensibilidade pré-requisitos que compõem um currículo de espertezas.

Será que com simples viagens a Paris deixaremos de ser tupiniquins?

 

Um abraço e até a próxima.

 

 

 

 



Escrito por NONATO NUNES às 14h04
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UMA NOVA VISÃO PARA A UEPB

 

AGASSIZ FILHO: NOVA VISÃO

Uma nova visão para a UEPB

Abrindo o ciclo de debates promovido por várias entidades defensoras dos direitos humanos acerca do tema “Latifúndio, reforma agrária e o papel da universidade”, o jurista Agassiz Almeida Filho, conferencista de renome nacional, proferiu palestra no auditório da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (FIEP), da qual extraímos alguns textos:

O papel da universidade no contexto global hoje se descortina de largo alcance, impondo uma capacidade de interagir desta instituição com todos os segmentos da sociedade, visando enfrentar os percalços dos novos tempos. Temos que romper o casulo acadêmico e enfrentar os desafios do mundo, potencializando a comunidade universitária para o seu grande papel de formadora do cidadão, e, mais além, olhar a vida sem perder a condição humanista.

Mestres de ampla visão educacional, como Anísio Teixeira, Paulo Freire e Darcy Ribeiro, legaram lições que se fazem presentes nos dias atuais.

A globalização envolve países e as mais diversas sociedades. Daí decorre que a universidade não deve quedar-se segregada. Esta instituição pressupõe a ideia do não isolamento, mas de junção e descoberta de elementos comuns que se entrelaçam com todos os setores sociais, sobretudo os da comunidade universitária, cujo papel é de suma relevância como construtora do mais importante projeto da sociedade humana: preparar as novas gerações para o futuro.

Com a Declaração dos Direitos Humanos, em 1948, iniciou-se uma nova era de dignidade do homem. Com esta nova forma de vivência, o direito à educação, o direito a aprender ao longo da vida, se impõem como um imperativo desafiador. O importante, nesta perspectiva, não é só o uso dos recursos materiais que a sociedade ou qualquer organização detém, mas a identificação dos elementos estratégicos, das competências humanas e dos avanços científicos e tecnológicos.

Nesta trilha de ação, várias universidades já se internacionalizaram, através das mais variadas formas de intercâmbio. Citemos como exemplo a Universidade Jean Piaget, de Cabo Verde, que é parte integrante do Instituto Piaget. Dezenas de universidades estão desenvolvendo esse projeto. A Universidade Estadual da Paraíba, UEPB, deve ser inserida nesse contexto.

O que vemos hoje? A sociedade transformou-se numa sociedade de informação, ou melhor, numa aldeia global de conhecimento, baseada no capital humano como principal meio de produção, que deixou de ser a terra, o trabalho e o capital, e passou a ser o conhecimento.

Qual o papel do dirigente universitário nessa conjuntura? Evitar que o arsenal de conhecimento conquistado até o momento fique no domínio de poucos privilegiados. Com apoio nessas premissas e na consciência de que o conhecimento é a mais-valia do século XXI, propomos este projeto para a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). É esse o papel que cabe à universidade, principal motor do desenvolvimento da sociedade.

A resposta da universidade aos novos desafios tem que ser eficaz, e, desta forma, ela exerce uma função decisiva na construção de uma sociedade justa e progressista.

 

 

 

NOTA

Agassiz Almeida Filho vem de uma longa caminhada pelos estudos e pesquisas em várias universidades do mundo, com títulos de mestrado e doutorado em curso. Escreveu vasta obra compreendida em vários livros e dezenas de artigos com repercussão nacional, sobre ciências jurídicas e o processo educacional, político e cultural. Abraçou o avanço da UEPB como um sacerdócio.

 

 



Escrito por NONATO NUNES às 14h14
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COM CARA DE CIDADE GRANDE

PAULO WALTER: administrador    LOJAS AMERICANAS: minutos após inaugurada

Com cara de cidade grande

Crescimento econômico e modernidade estão diretamente vinculados a duas atividades que são, nos dias atuais, sinônimos de força produtiva e poder de compra. A primeira diz respeito ao ramo da construção civil. Essa é uma atividade que, para se expandir, necessita de grandes investimentos, o que só pode ocorrer quando existe um forte aceleramento econômico. E esse mesmo aceleramento é resultado da capacidade produtiva dos agentes responsáveis pela expansão da economia local. A outra atividade diz respeito não apenas à construção civil, mas também à modernidade e à qualidade de vida de uma comunidade. Os shoppings centers são, sim, indicadores da capacidade de consumo de uma população.

Pois bem. A cidade de Guarabira (90km da capital, João Pessoa) abriga, desde os primeiros dias do mês de maio, a unidade de número 631 das Lojas Americanas. Esse foi o primeiro passo para novos investimentos que já estão na pauta de inaugurações que antecederão ao evento maior: a chegada do Shopping Center Cidade Luz. Deve-se observar que a “Rainha do Brejo”, conforme os últimos números apresentados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) dispõe, hoje, de 56 mil habitantes. Mas para o caso específico de Guarabira o investidor levou em conta duas questões bem elementares: a capacidade de consumo e a expansão econômica da região. Segundo o administrador do Shopping Cidade Luz, Paulo Walter, a área polarizada por Guarabira conta hoje com cerca de 410 mil almas. Isso vislumbra a possibilidade de que novos investimentos possam vir para a cidade e região. Vale salientar que daqui a mais alguns dias Guarabira estará recebendo uma unidade do Bonanza, uma rede de hipermercados com capacidade de vender no atacado.

A visão empresarial do grupo Guaraves pode servir de guia para outros empreendedores locais. Empresas como as duas já citadas podem revelar ao empresariado da região uma nova mentalidade administrativa no que tange ao relacionamento patrão-empregado. Mas não fica apenas nisso. Modernas metodologias poderão ser aplicadas no gerenciamento dos negócios, sepultando de vez antigos métodos de gerenciamento que mais se assemelham aos de “senhores de engenho”. Virão abaixo os famosos “barracões” onde o empregado se endivida com o patrão; uma prática dos tempos das Ligas Camponesas que ainda subsiste em pleno século 21. Com a chegada do Shopping Cidade Luz essa realidade dos canaviais fatalmente será banida para sempre da região. O cidadão guarabirense verá que, por anos a fio, fora mantido numa caverna escura e sem nenhum contato com o mundo exterior. Mas suas esperanças agora se renovam com as luzes resplandecentes que emanam do shopping center da cidade.

 

Enfim, a caverna foi lacrada.

 

Um abraço e até a próxima.

  

 



Escrito por NONATO NUNES às 12h10
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EDIR MACEDO: LIÇÕES DE QUEM SABE

TÉCNICA MACEDISTA: lições de quem sabe das coisas

Vale a pena ver de novo

A técnica de Edir Macedo vem sendo aplicada com frequência nas ruas do país por desocupados. Isso vem ocorrendo em feiras-livres, nas esquinas, nas lojas, nas ruas e em todos os lugares onde haja grande movimentação de pessoas. E quem pratica esse tipo de crime sabe que o brasileiro, mesmo sendo advertido dos golpes que são praticados diuturnamente contra a "ingenuidade do cidadão", acaba se sensibilizando com fantasias e histórias muito bem urdidas. Até mesmo os viciados aprenderam a abordar o cidadão pois sabem que de pelo menos um vai sair alguma coisa. Ora, "De grão em grão a galinha enche o papo" (e sustenta toxicômanos). E assim vamos alimentando vícios e construindo um país de desocupados.

A "técnica macedista" funciona com tanta perfeição que serve mesmo de estímulo para quem sequer havia imaginado que um dia pudesse construir algum patrimônio fazendo uso de artifícios tão singelos, mas de grande eficácia. Esse despudor é apenas parte do rosário de indecências que domina o país. Seja esperto e terá um lugar garantido no "podium dos afortunados". De há muito que essas lições fazem parte do nosso cotidiano. O que deveria ser exceção passou a ser a regra. O que deveria ser algo condenável passou a ser muito bem aceito por uma sociedade que aposta no dom de iludir para fazer "desaparecer" milhões em questão de segundos. Somos ou não um país de "Míster Ms"?

Não é muito sensato que se condene a técnica macediana. Ela é apenas o exercício aplicado de "lições" dadas pelos "grandes mestres" na arte do ilusionismo. Aí está o "verdadeiro exercício do poder" de "comandar as massas". O povo-massa precisa, sim, de comando, de voz e de quem o ordene. Isso é fato e a história relata isso ao longo dos tempos. Todos os grandes líderes perceberam essa verdade absoluta. Alguns o fizeram com bons propósitos. Outros, nem tanto. A história lista uma relação de homens que buscaram atenuar o sofrimento alheio e tiveram um fim trágico. Na Roma antiga, Caio Graco foi um exemplo típico. Mas essa lista é bem extensa, passando por Jesus Cristo (aceitando-se o que dizem os Evangelhos), Gandhi e Che Guevara. Outros não tiveram um fim trágico, mas não conseguiram mudar o homem como o único ser capaz de aprender com os erros do passado.

Fica a lição de que não se muda o que está "geneticamente incorreto".

Um abraço e até a próxima.



Escrito por NONATO NUNES às 16h14
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GAZZETA DO BREJO, PROFATOS E PARCEIROS

GAZZETA DO BREJO: A informação como um bem social

São parceiros deste blogue:

www.fatospb.com.br  (FATOSPB)

www.apipb.com.br (API PB)

opontodevistadeligialeal.blogspot.com.br (PONTO DE VISTA, de Maringá,PR)

fatoa-fato.blogspot.com.br (FATO A FATO, Guarabira)

martinhoalves.blogspot.com.br (CIDADES, HISTÓRIA E COTIDIANO, de Guarabira)

Rádio Sanhauá (Bayeux-João Pessoa)

Revista Atual/Altiplano (de João Pessoa, PB)



Escrito por NONATO NUNES às 05h27
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ENTRE A SECA E O DIABO

SOLO RACHADO: SECA E MISÉRIA             RETIRANTES: VOTOS MIGRADOS

Entre a seca e o diabo

Em quase meio século de vida e 28 anos de profissão aprendi duas lições sobre a classe política brasileira (há exceções, claro). A primeira me ensinou que os de “colarinho branco” não toleram jornalistas. Mas por questões de conveniência, os suportam. Lógico, ninguém vai admitir algo assim “tão absurdo”. Mas eu diria que é uma relação próxima daquela firmada entre Jesus Cristo e Judas Iscariotes. A outra lição diz respeito ao desprezo que a classe política tem pelo povo. Nada mais público e notório. Roma ofereceu pão e circo; aqui, promessas e algumas migalhas. E surgiu a mania das “bolsas” como “anestésico social”. Diria o escritor uruguaio Eduardo Galeano (“As veias abertas da América Latina”): “Nós temos a vaca, mas outros tomam o leite.”

Há casos em que os nossos políticos são verdadeiros alquimistas. O das cidades serranas do Estado do Rio de Janeiro é bem emblemático. Quem não se lembra do desastre natural causado pelas chuvas no ano passado, quando cidades foram praticamente destruídas e o desabamento de uma barreira soterrou centenas de pessoas. Pois bem. Do produto da miséria alheia surgiram verdadeiros milionários. Dinheiro de impostos e taxas pagas com o suor da classe trabalhadora foi parar em contas particulares. E da noite para o dia quem tinha uma simples barraquinha de cachorro quente pôde montar um verdadeiro império e esbanjar em restaurantes refinados ou com viagens internacionais. Dinheiro fácil, produto de um saque que gera uma legião de miseráveis. São esses que perambulam pelas cidades sem perspectivas. Não são gente, mas sombras produzidas por seres invisíveis.

Agora o governo das “bolsas” aparece com mais uma novidade: o “bolsa-estiagem”. Pense em quantos “novos milionários” surgirão na Paraíba nos próximos meses... Acredito mesmo que alguns deles poderão constar, num futuro não muito distante, na relação da revista Forbes, aquela famosa publicação americana que divulga anualmente o ranking dos homens mais ricos do planeta. Sugiro até que mudem o nome para “bolsa do quem quer dinheiro”. Que tal? Ora, nossos políticos não ficarão constrangidos, afinal de contas é a nossa miséria contribuindo para que o país dê a sua cota de sacrifícios em favor daqueles “pobres milionários” que almejam, um dia quem sabe, figurar na Forbes ao lado de figuras como Carlos Slim (dono da Claro) e Bill Gates (Microsoft). A única diferença é a de que esses dois últimos “ralaram” muito para ocupar os primeiros lugares no ranking da revista. No caso dos nossos “milionários” basta um simples cargo de gestor público para que as coisas aconteçam. Fácil, né mesmo?

Às vezes imagino ter sido o nordestino “o povo escolhido” para receber toda a carga de infortúnios que a vida oferece. Além da escassez de água essa gente ainda precisa lidar com a “seca da ética na política” e com a “seca do respeito à pessoa humana”. É que o nordestino sempre viveu entre dois ladrões: a seca que lhe ceifa a vida e o “diabo” que lhe rouba os pertences.

E agora vivemos mais um capítulo de uma tragédia que poderia ter um final feliz para essa gente. No entanto...

 

Um abraço e até a próxima.

 

 



Escrito por NONATO NUNES às 16h28
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AGASSIZ FILHO: UM NOVO PERFIL PARA A UEPB

AGASSIZ FILHO: candidato

Um novo perfil para a UEPB

Um novo perfil de reitor está surgindo para a Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) com a candidatura de Agassiz Almeida Filho. A chapa tem como candidata à vice-reitora a professora Joana D’Arc. Agassiz Filho encabeça a chapa 4 (Movimento Autonomia para Todos) que tem como plataforma principal a valorização do docente e da instituição enquanto centro de conhecimento e transformador de realidades sociais.

Agassiz Filho tem um currículo que o credencia a pleitear o cargo mais importante da instituição. Possui graduação em Direito pelo Centro Universitário de João Pessoa e mestrado em Ciências Jurídico-Políticas pela Universidade de Coimbra. Obteve o Grau de Salamanca (mestrado),Espanha, com nota máxima. Na Universidade de Salamanca está concluindo o curso de doutorado em Direito Constitucional, com instância de investigação na Université de Paris X – Nanterre. Foi Coordenador do Núcleo de Estudos Jurídicos da Fundação Casa de José Américo. Membro da Comissão para a Defesa da República e da Democracia da Ordem dos Advogados do Brasil – PB. É professor titular de Direito Constitucional da Universidade Estadual da Paraíba. É colaborador permanente da Revista Latino-Americana de Estudos Constitucionais. Tem vasta experiência na área de Direito, com ênfase em Direito Público. Publicou livros e artigos no Brasil e no exterior, atuando principalmente junto aos seguintes temas: constituição, democracia, direito e política.

Por fim, vale ressaltar que Agassiz Almeida estudou por oito anos na Espanha. Em face deste fato criou uma visão mais ampla do papel da universidade.

 

 



Escrito por NONATO NUNES às 10h04
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O QUE HÁ NO LADO ESCURO DA LUA?

ASTRONAUTA NATHAN WALKER: MORTE NA LUA?

O que há no lado escuro da lua?

Ano passado algumas imagens da ultrassecreta missão Apolo 18 foram postadas na internet. Este ano um documentário que leva o nome da missão popularizou tais imagens ditas autênticas e extraídas, segundo a sinopse do filme, diretamente das filmagens feitas, em 1974, pelos astronautas Ben Anderson e Nathan Walker, pois a intenção do Departamento de Defesa dos Estados Unidos seria a de registrar tudo por meio de câmeras estrategicamente posicionadas no módulo lunar e também nas roupas dos astronautas. Dirigido por Gonzalo López-Gallego, “Apolo 18, missão proibida” revela intrigantes eventos vividos, em “solo lunar”, pelos dois astronautas já citados e mais um terceiro, John Grey. Este teria ficado em órbita como ponto de apoio para os que procederam a alunissagem.

Mas o que há de tão intrigante no documentário? Há alguns anos eu li algo sobre “o lado escuro da Lua”. Talvez quem escreveu o texto já tivesse conhecimento dos relatos acerca do que havia ocorrido com aqueles três astronautas. Mas o fato é que Anderson e Walker teriam descoberto um módulo russo em solo lunar. Este fato era do conhecimento do Departamento de Defesa americano, mas não dos três homens que se encontravam no espaço. O Departamento também guardava segredo sobre outros episódios estranhos ocorridos com o módulo russo. Para agravar ainda mais a situação um cosmonauta é localizado em uma das crateras próximas do módulo. Estava morto. No corpo do infeliz russo um dos americanos teria encontrado o que seria uma pedra alojada na parte interna do lado esquerdo do corpo. A pergunta inicial foi: como os russos conseguiram mandar um homem à Lua sem que ninguém tomasse conhecimento de tal feito? O fato é que uma morte havia ocorrido ali. Mas quem teria cometido o crime se os russos tinham por hábito enviar um único cosmonauta por vez em cada missão?

Fatos estranhos começam a acontecer. Uma das amostras de pedra recolhida por um dos astronautas aparece fora do recipiente onde estava guardada. Isso ocorrera enquanto eles dormiam. A bandeira americana, plantada nas proximidades, desaparece. As comunicações sofrem constantes interferências. Sons estranhos são ouvidos por eles sem que a base em Houston (Texas) desse uma explicação plausível. Ao sair para uma missão fora do módulo o astronauta Nathan Walker sente algo andar pelo seu corpo na direção do capacete. Desesperado, pede socorro. De repente a imagem de algo semelhante a uma aranha gigante é captada por uma das câmeras. A coisa apareceu no visor do capacete e pôde ser vista circulando por dentro. Ao retornar ao módulo com a ajuda do colega, foi percebido um sangramento do lado esquerdo e por baixo da roupa. Estava acontecendo com o americano o mesmo que havia ocorrido com o russo. Walker estaria contaminado, e as reações logo começaram a aparecer nos vasos sanguíneos e nos olhos. Depois essa mesma contaminação atingiu o outro astronauta. E ambos foram condenados a morrer no espaço, pois o Departamento de Defesa, que os havia usado como cobaias, lhes negou qualquer ajuda. Numa das imagens capturadas por uma das câmeras, enquanto um deles estava no lado escuro da Lua, se pôde ver as tais pedras se transformando nas mesmas criaturas que atacaram Nathan Walker. Ben Anderson ainda conseguiu chegar ao módulo russo e pô-lo em órbita na esperança de ser resgatado pela nave de apoio onde estava John Grey. Mas no trajeto as tais “criaturas lunares” atacaram o astronauta, cujo módulo se chocou com a nave. Todos morreram.

Às famílias dos pilotos o Departamento de Defesa alegou que todos morreram em missões dentro e fora dos Estados Unidos. Seus corpos jamais apareceram.

O documentário revela ainda que pelo menos 380 quilos dessas “pedras” teriam sido trazidas pelas missões. Algumas foram dadas como presentes a chefes de Estado mundo afora. Outras simplesmente “desapareceram”.

E aí? Será que estamos correndo o mesmo tipo de risco?

 

Um abraço e até a próxima.     

 



Escrito por NONATO NUNES às 15h12
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QUADRO SURPREENDE O GOVERNADOR

PROFESSOR PENINHA (E): "ARTE TEMÁTICA" PARA O GOVERNADOR

Quadro surpreende o governador

Quando esteve em Guarabira, região do agreste paraibano, o governador Ricardo Coutinho se surpreendeu com um quadro a ele presenteado pelo professor Peninha (Janduy Leite), de Guarabira. O quadro emoldurado mostrava uma arte na qual a história da cidade era contada numa superfície onde era representada uma publicação (foto acima) do ano em que Guarabira passou de vila de Independência para a cidade com o nome que tem  hoje. Também chamou a atenção do governador os textos daquela arte: todos na linguagem da época.  O fio-data diz: 26 de novembro de 1887. Coutinho quis saber onde o professor havia conseguido aquela "raridade". Mas era um produto da Arte&Fato, o qual o professor denominou de "arte temática".

É a criatividade a serviço da preservação da memória da cidade. Segundo o professor há outros temas sendo enfocado pela equipe de criação da Arte&Fato.

Um abraço e até a próxima.



Escrito por NONATO NUNES às 17h43
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CACÓFATOS NADA SOCIÁVEIS

CACÓFATO: incrível!

Cacófatos nada sociáveis

Meu pai costumava contar um exemplo curioso de cacófato em que a mistura sonora de duas palavras formaria uma frase bem divertida, embora nada sociável. Contou ele que certa vez um velho conhecido, ao elogiar a qualidade e o gosto do café feito por uma distinta senhora, teria dito o seguinte: “Comadre, imagino esse seu café com aquele pano de coar dentro.” Observe que tal junção de palavras formou uma sonoridade marginal, a qual deu um novo significado ao conjunto. Isso se deu pelo fato de o nordestino, no caso do verbo “coar”, pronunciar o fonema /o/ com som de /u/. E aí... Essa figura de linguagem também tem sido, em alguns casos, motivo para que muitos engraçadinhos façam piadinhas, muitas delas de muito mau gosto. No caso acima a composição frasal citada deu-se em decorrência daquilo que se poderia chamar de “incidente vocabular” em que o autor, involuntariamente, acaba por criar uma terceira opção sonora. No caso acima, bem “atrevida”.

Em uma dessas músicas apelativas o autor da letra usou a cacofonia (a sonoridade como efeito pejorativo) para passar a mensagem pornofônica que queria transmitir. Assim um trecho da letra diz: “Dai álcool pra ele. Dai álcool pra ele cheirar.” Observe o caro leitornauta que o substantivo “álcool” entra numa composição propositadamente feita para gerar pornofonia. Claro, uma censurazinha não seria nada demais para esses casos específicos. Também tem uma do alemão que não sabia usar corretamente os artigos definido e indefinido. Habituado a trocar o [o] pelo [a] alguém o advertiu de que nas palavras femininas usa-se o artigo definido “a” e nas masculinas o “o”. Eis que certa vez esse mesmo alemão teria visto um menino pronunciar a seguinte frase: “Acuda mãe!” O alemão imediatamente fez a “correção”: “Não ser ‘acuda mãe’, mas ‘ocuda mãe’”. Coitado, entendeu tudo errado!

São casos engraçados de cacófatos (cacofônicos e/ou cacográficos) em que voluntária ou involuntariamente o sujeito termina por cometer gafes e “pagar micos” sem sequer se dar conta do quão engraçadas podem ser as palavras quando usadas de maneira incorretas. Mas fique certo o caro leitornauta que gafes todos cometemos. O editor de uma revista de João Pessoa por pouco não pôs para impressão o seguinte título de capa: “O boom da construção civil.” Veja que bela junção de palavras! Ainda bem que ele percebeu o erro a tempo de corrigir mais essa “peça” pregada por nossa língua.

Por fim podemos “presentear” o caro leitornauta com mais algumas “pérolas” da língua portuguesa:

Pagou vinte reais por cada camisa.

O bolo ficou ruim devido à má mão dela.

Lá tinha de tudo.

Triste alma minha.

A boca dela é enorme.

Vou-me já.

 

Portanto, é bom nos policiarmos quanto ao uso das palavras. Caso contrário...

 

Um abraço e até a próxima.

 

 



Escrito por NONATO NUNES às 10h07
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A "PENA PROSTITUTA"

CÉSAR BÓRGIA: Modelo de esperteza

A “pena prostituta”

 

A informação é um bem social inestimável enquanto ferramenta de conscientização. Por ser parte de um acelerado e contínuo processo de troca de experiências entre indivíduos é a informação, talvez, a maior responsável pelas grandes transformações sociais processadas ao longo da história. Apenas a título ilustrativo, a própria república romana, lá pelo século 6º a.C., surgiu exatamente quando se espalhou a notícia de um estupro. Depois disso o povo e o exército derrubaram a monarquia e instalaram o regime republicano, com o governo passando a ser exercido por dois cônsules. Ao longo dos tempos vimos que foi a troca de informações que fez reis, criou impérios e transformou radicalmente a história das sociedades em todos os quadrantes da Terra. Que o diga o cristianismo... Que o diga a Revolução Francesa... Que o diga o Estado nazista... Que o diga...

Ocorre que essa forma quase mágica de interação entre indivíduos foi, ao longo dos tempos, corrompida pela “degeneração dos costumes”, que, de maneira irreversível, afetou, sobremaneira, os postulados mais elementares dessa prática milenar. Hoje (e ontem também) a informação é a base de toda manipulação processada nos bastidores com os propósitos mais escusos e abjetos. E o cidadão, o objeto final de toda essa trama, se vê impotente para se opor a esse “crime de consciência”. E nessa peça teatral ele é apenas o “bobo da corte”, doutrinado para divertir os convivas e receber as sobras do que lhes caem da mesa. Não é exagero dizer que no mundo da informação a ética é a maior sacrificada. Vale salientar ainda que nesse mesmo mundo a mentira vem por inteiro, mas a verdade aparece em ínfimos pedaços – e mesmo assim, quase imperceptíveis.

Hoje atingimos o auge da degeneração de valores no campo da informação. Redescobrimos Nicolau Maquiavel, o genial pensador florentino que viu em César Bórgia a essência do poder mais despudorado. O que diria Honoré de Balzac se escrevesse Os Jornalistas nos dias de hoje? Na certa iria identificar certas minúcias. Balzac, que em algum período de sua vida parece ter caído no borrão de alguma “pena prostituta”, iria perceber que nos “Estados Unidos do Brasil” o respeito ao homem de comunicação é dado de conformidade com o grau de periculosidade que esse mesmo homem represente para alguns setores sociais. Claro, devo advertir que fica a critério do leitor pôr a nossa classe política como o primeiro desses setores. Penso, porém, que nesse mundo hermeticamente fechado e de trocas permanentes de mimos, o que menos existe é honestidade de propósitos. Ambos os lados apenas se toleram. Como há a convergência de interesses, firma-se aí uma espécie de “casamento de conveniência”.

Que seja eterno enquanto dure...

A propósito, o caro leitor tem plena confiança naquilo que ouve ou que lê?  

 

Um abraço e até a próxima.

  

 



Escrito por NONATO NUNES às 13h32
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O PAPA E CUBA

POBREZA EM CUBA: O CASTRISMO EM AÇÃO     AIDS NA ÁFRICA: SEM CAMISINHA

O papa e Cuba

 

Cuba não é aquele mar de rosas que a “esquerda saudosista” continua a pregar aos quatro ventos. Mas também não reconheço autoridade em Sua Santidade, o papa Bento 16, para fazer reprimendas ao regime castrista por violações dos direitos humanos, algo que ocorre desde que os barbudos expulsaram Fulgêncio Batista da ilha. Ambos, governo cubano e Igreja Católica, carregam em si um rosário de culpabilidades que ao longo dos tempos construíram um histórico de violações de direitos e inscreveram seus nomes nas páginas negras da história do mundo.

Vejamos o caso do continente africano. Ali milhares de crianças, jovens e adultos continuam morrendo vítimas da Síndrome da Imudeficiência Adquirida (Sida, por aqui Aids). Mas missionários e padres católicos, em seus sermões, condenam o uso do preservativo. Ora, esse é um cuidado elementar não apenas para a prevenção de doenças infectocontagiosas, mas também para evitar o aumento da natalidade. Sabe-se que naquele continente a contaminação pelo HIV atinge pessoas de todas as idades, não poupando sequer as que ainda vão nascer. Esses religiosos vão de casa em casa, de aldeia em aldeia, especialmente nos países do centro da África, para pregarem contra o uso do preservativo. Dizem que tal método contraria um velho preceito bíblico que diz: “Crescei e multiplicai.” Ocorre que para os tempos antigos tal ensinamento era até justificável diante da escassez de população nas aldeias, nas vilas e cidades. Hoje o crescimento da população acarretou gravíssimos problemas sociais, com superpopulações, doenças, falta de saneamento básico, questões de segurança etc.

Mas o rosário de erros envolvendo a Igreja é bem extenso. Vejamos os gravíssimos casos de pedofilia que escandalizam a instituição. Não se ouve, no entanto, uma única palavra de Sua Santidade condenando os seus sacerdotes por deflorarem crianças e/ou engravidarem jovens moças que se sentem, dizem que por “arte do diabo”, atraídas, sexualmente, por algum representante da Igreja. Nos Estados Unidos a Igreja teve de pagar pesadas indenizações em dólares após familiares de vítimas de pedofilia terem recobrado a coragem e recorrido à justiça. Claro, isso não devolve a integridade física e moral de crianças e jovens, mas ao menos é dada às famílias uma resposta que o Vaticano se nega a dar. Afinal de contas, os danos não são apenas físicos, mas também psicológicos.

Para finalizar, devemos lembrar que ao longo dos tempos a Igreja sempre esteve ao lado das classes dominantes e exploradoras. Dizem os historiadores que a Madre Igreja também lucrava com o tráfico de escravos vindos, à força, de aldeias localizadas em Angola, Moçambique, Guiné, Senegal etc. Voltando um pouco mais no tempo, tivemos inquisidores que chegaram a ser papas mesmo depois de terem cometido toda sorte de violências, de mentiras e subterfúgios para arrancarem confissões de inocentes em nome da Santa Inquisição. Tem mais. Pesquisadores encontraram indícios de que a Peste Negra, que dizimou milhões de europeus na Idade Média, teria sido uma das consequências da mortandade de gatos, tidos pelos inquisidores como um “símbolo de bruxarias”. Como se sabe, os bichanos são tradicionais inimigos dos ratos, roedor que transmite a leptospirose. 

Portanto, o papa Bento 16 não pode condenar a história recente de Cuba, quando na retaguarda dele existe todo um rosário de faltas e pecados que jamais foram expiados pela insituição.

 

Um abraço e até a próxima.

 



Escrito por NONATO NUNES às 14h07
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"A REVOLUÇÃO DAS BICHAS?"

GEORGE ORWELL: "Dos bichos"       BETTY FRIEDAN: feminismo

"A revolução das...bichas?"

A Revolução dos Bichos” é o título de uma das maiores obras literárias do século 20.  Concebido pelo anglo-indiano George Orwell, a obra teria passado por maus bocados se lançada nos tempos do feminismo petista. O autor poderia ser acusado de “comportamento discriminatório” por “privilegiar o sexo masculino em detrimento do oposto” (digo do feminino). Assim, os modismos da “lulolinguística” estariam se impondo às boas regras das gramáticas Histórica e Normativa. Orwell usou o plural “bichos” em sentido genérico, completo. Imagine se a obra de Orwell tivesse o seguinte título: “A Revolução das bichas.”

Quando a ciência fala da espécie humana ela se refere a “O Homem”. Mas, segundo as feministas, o gênero teria de se sobrepor à espécie. O vocabulário científico se adequaria, assim, a “regras” impostas pelos modismos semânticos advindos da “guerrinha dos sexos”. Imagine o embaraço em que se meteria uma feminista que discursasse para um plateia onde existisse apenas um homem em meio a um numeroso grupo de mulheres. Ora, a Língua Portuguesa resolve o problema com o uso do adjetivo “todos”, englobando assim ambos os sexos. Imagine se a nossa expositora tivesse a ousadia, em nome de suas convicções pessoais, de dizer: “Todas e todo”. O “todo”, claro, se referiria ao cidadão que ali se encontrasse como único representante do sexo masculino.  Seria uma aberração linguística incomensurável, capaz de fazer Antônio Houaiss se mexer no túmulo.

Ora, não disse Jesus Cristo ser Ele “O Filho do homem”? Nos dias de hoje o “Filho de Deus” seria execrado pelo feminismo mais exacerbado. Corrija-se Senhor Jesus: Filho do Homem...e da Mulher. O movimento feminista pode se constituir ainda numa “ameaça” à própria Santíssima Trindade. É que só são citados o Pai, o Filho e o Espírito Santo. Como elas podem estar vendo nisso uma espécie de “machismo sagrado”, é bem possível que seja organizado um movimento para corrigir essa “falha”. E aí teríamos um “Santíssimo Quarteto” com a adição de uma figura feminina, pois seria “discriminação” esquecer alguma representante do movimento entre as figuras do sagrado católico. Sim, temos a Virgem Maria, mas não parece que ela esteja muito interessada numa “guerra dos sexos”. Não, não, definitivamente Ela jamais seria uma Betty Friedan, a lendária representante do movimento feminista americano e que depois veio a se saber: ela apanhava do marido.

Assim, caro leitor, quando citar “Os bichos”, não esqueça “As bichas”. Eu, hem!

Um abraço e até a próxima.

 

 



Escrito por NONATO NUNES às 16h17
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"BANDEIRA" INCÔMODA

NONATO BANDEIRA: Herói da resistência

“Bandeira” incômoda

 

 

 

As escolhas denotam preferências e exclusões. Mas no caso dos pré-candidatos à prefeitura de João Pessoa e que militam nas hostes do governo existe, sim, uma preferência (Estelizabel Bezerra), mas sem que necessariamente haja exclusões (Luciano Agra e Nonato Bandeira). Observa-se que o jornalista paraense, hoje secretário de Comunicação do Estado da Paraíba, transita com desenvoltura na pasta como se o “não” do governador ao nome dele fosse, de certa forma, irrelevante. E aí se deve trabalhar com três indagações bem elementares: 1) Nonato vai mesmo enfrentar a candidatura preferida do governador? 2) Ele e Estelizabel seriam apenas “balões de ensaio” para que o governador pudesse salvaguardar um outro nome? 3) Luciano Agra estaria sendo preservado para ser a surpresa de última hora?

Como política não é o meu forte e me reconhecendo como um péssimo analista nessa área (como também não sou sequer razoável em nenhuma outra) tenho pensado cá com os meus botões... Ora, se o governador já declarou o apoio dele à senhora Estelizabel Bezerra, o que Bandeira ainda faz no governo? Das duas uma: ou o “voto de desconfiança” do governador não está sendo levado a sério pelo pré-candidato, ou há algo mais relevante por trás dessa persistência... Creio, de acordo com os meus parcos conhecimentos de política, que Bandeira teria maior desenvoltura se decidisse, por si só, se afastar do governo para cuidar de fortalecer o nome dele como pretenso candidato à prefeitura, o que é um direito que assiste não apenas a ele, como também a qualquer cidadão brasileiro maior de 18 anos. Ademais, Bandeira conta ainda com o apoio irrestrito do partido ao qual pertence, o PPS. Outra: conta ainda com o senhor Armando Abílio, um defensor que se propõe a não sair da posição mesmo que o inimigo avance com canhões e bazucas.

Mas na posição em que se encontra hoje, analisando-se a “parte visível” de todo esse processo, o que se nota é que o PPS está empunhando uma “bandeira incômoda” dentro do governo. E da maneira como a coisa toda vem sendo posta em jornais, blogues, portais, revistas e demais meios de comunicação de João Pessoa, a posição de Nonato Bandeira no governo pode ser equiparada à de um “peixe fora d’água”. Isso porque em política existe “o poder do poder”. Explico: nem sempre quem está no poder é o poder. E o poder na Paraíba é o senhor Ricardo Coutinho. Este, e só este, pode dizer para qual dos rios a água deve correr.

 

Mas, como diria o filósofo Sócrates, “Só sei que nada sei”.

 

Um abraço e até a próxima.

 

 



Escrito por NONATO NUNES às 13h47
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LAMARCKISMO ATÔMICO

VÍTIMA DE CHERNOBYL                       LAMARCK: RAZÃO?

Lamarckismo atômico

Fatores externos podem causar mutações genéticas? O monge austríaco Gregor Mendel (1922 – 1884)) respondeu a tal indagação com um sonoro “não”. Mas os lamarckistas (de Lamarck, ou Jean-Baptiste Pierre Antoine de Monet) afirmavam que “sim”. Para o primeiro a herança genética seria imutável e passada de pai para filho sem alterações. Já Lamarck dizia que o meio ambiente pode, sim, ser fator de mutações capazes de influir nos aspectos genotípicos e fenotípicos de cada indivíduo. Essas teorias deram origem a estudos científicos que visavam a geração de “seres biologicamente superiores”. A Eugenia, como ciência, tinha por finalidade moldar seres fisicamente perfeitos e organicamente saudáveis. O detalhe terrível dessa busca pela estética estaria na destruição física dos seres com anomalias genéticas.

Pois bem. As duas bombas atômicas despejadas sobre Hiroxima e Nagazaque em 1945, mais o desastre nuclear de Chernobyl (1986) e o das usinas termonucleares do Japão comprovariam o lamarckismo? Vinte e cinco anos depois do desastre nuclear da Ucrânia nenhum ser humano atingido pela radiação deixou de apresentar algum tipo de anomalia genética. Pessoas antes saudáveis passaram a sofrer de progressivos encurtamentos da estrutura óssea; outros, deformações na aparência externa. Os bebês nascidos após o desastre apresentaram malformações físicas, certos tipos de cânceres, perda de imunidade e deformações ósseas. Houve casos de bebês univitelinos fisicamente ligados um a outro com a completa exposição dos órgãos internos (dos intestinos, por exemplo). Um exemplo disso foi mostrado em Semipalatinsk (Cazaquistão). No Instituto Médico de Pesquisas sobre Radiação há uma expressiva coleção de fetos que nasceram mortos. Eles apresentavam graves anomalias físicas em decorrência dos testes nucleares realizados na área. Outras apresentaram hidrocefalia (líquido no cérebro) e câncer na tireoide. A lista dessas anomalias é bem extensa.

Ora, segundo os cientistas as pessoas expostas a nuvens de radiação dificilmente deixariam de sofrer algum tipo de alteração no DNA. Sabe-se que estão nos cromossomos toda a herança genética da humanidade. E então? O que acontecerá com os filhos dessas pessoas? Essa alteração será passada de pai para filho e a terra será habitada por gerações de “Frankensteins”? Eis aí algo que precisa ter toda a atenção necessária da comunidade científica internacional face ao perigo por que passa a humanidade desde a fissão nuclear (o bombardeio do núcleo do urânio com nêutrons para a liberação de grande quantidade de energia) desenvolvida por físicos como Albert Einstein, Oppenheimer, Edward Teller e Enrico Fermi.

A radiação atômica parece comprovar que tanto Mendel (com seus estudos acerca da herança genética) quanto Lamarck (com sua teoria de que o meio ambiente pode ser fator de mutações genéticas) estavam corretos. Ora, se a radiação atômica é capaz de causar alterações no DNA, presume-se que as futuras gerações, pelo processo de herança genética, carregarão todas as anomalias e as exporão nos aspectos físicos, neurológicos, psíquicos e orgânicos.

Peço a quem tiver mais embasamento que também discorra sobre o tema, pois as anomalias genéticas passam, agora mais do que nunca, a ser uma realidade presente e que comprometem o futuro da humanidade.  

Um abraço e até a próxima.



Escrito por NONATO NUNES às 22h46
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